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O Papa e o Movimento / 1

Gratidão infinita

Chiara Lubich recorda o amor do Papa pelo Movimento

3 de abril de 2005


Grande é a nossa gratidão ao Papa. O relacionamento com ele remonta aos anos 60, quando ainda era arcebispo de Cracóvia. Naquela época, o cardeal Wojtyla tinha reconhecido a ação de um carisma no Movimento.

Permanecerá marcado na história, aquele primeiro grande encontro do Papa com os movimentos e as novas comunidades, na vigília de Pentecostes, em 1998, na Praça de São Pedro. Pareceu-nos viver um novo tempo da Igreja: a Igreja do Concílio, não apenas hierárquica e petrina, mas também carismática e mariana, duas dimensões por ele consideradas “co-essenciais”, reconhecendo, assim, um lugar na Igreja para nós.

Mas, ao longo de todo o seu pontificado, ele sempre abriu totalmente as portas às novidades do Espírito: o que parecia impossível aos canonistas, ele tornou possível: como o inserimento, numa obra católica, de pessoas de outras Igrejas cristãs, de fiéis de outras religiões e de quem não tem uma fé religiosa; que cardeais e bispos tenham um vínculo espiritual com o movimento; e ainda, que seja sempre uma mulher a ser presidente desta Obra que abraça também bispos, sacerdotes e religiosos, abrindo assim novas perspectivas ao papel da mulher e à abertura da Igreja.

Depois, os encontros com ele foram inúmeros, as audiências, os convites para o almoço e... por oito anos, os seus telefonemas de felicitações pelo meu onomástico no dia de Santa Clara de Assis... até me chamar irmã, na sua última carta.


03-04-2005 



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