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Após ter constatado pessoalmente - nos meses precedentes - as necessidades
mais urgentes dos pescadores de um vilarejo de Tamil Nadu, no sul da Índia,
atingido pelo Tsunami, Andréa, uma jovem indiana, foi novamente a Kovalam,
para a distribuição de centenas de redes de pesca e 400 uniformes
escolares, preparados pela gente do lugar e financiados pelas ajudas recebidas
através da AMU (Ong do Movimento dos Focolares). Ela nos escreveu:
«Kovalam é uma localidade da periferia de Madras, formada por um
conjunto de pequenos vilarejos, onde 600 famílias foram muito atingidas
pelo maremoto. São muçulmanos e cristãos que vivem ali.
Os meus primeiros colaboradores em Kovalam foram os jovens que constituíram
a associação “Youth Club of Kovalam” para coordenar
todas as ações na cidade para a ajuda às vítimas
do Tsunami.
Com o apoio deles, pude explicar aos pescadores e às crianças
reunidos no vilarejo para receber as redes e os uniformes, que esta
ação
era expressão da unidade de famílias, jovens, crianças,
anciãos do mundo inteiro que queriam viver desse modo a fraternidade
com eles. Fui interrompida por um grande aplauso.
Depois, foram distribuídos os uniformes para cada criança e as
redes aos pescadores, começando pelo pescador mais velho. Quantas lágrimas
de alegria!
No final, uma surpresa: convidam-me a rezar junto com eles e agradecer
a Deus pelo que aconteceu. “Ainda não podemos acreditar que tudo isso
aconteceu justamente conosco”, mas dizem, “como primeira coisa
devemos agradecer a Ele”.
Ajoelhamo-nos na igreja e um deles coloca diante do altar um dos pacotes
com as redes como oferta simbólica. Toca-me a fé simples e profunda
deles.
Mais tarde, veio uma senhora ao meu encontro e me disse: ”Você é diferente
dos outros que vieram trazendo as ajudas e desejavam ter publicidade, esperavam
guirlandas... Você veio sem nada disso, você veio e se tornou uma
de nós”.
Enquanto íamos distribuir as redes a outros pescadores, dois já haviam
experimentado as novas redes com grande sucesso! Trouxeram para nós,
plenos de alegria, o primeiro peixe, como sinal da nossa amizade.
À noite, eu estava exausta, mas feliz: obrigada Jesus, por esta rede
de amor maravilhosa!»
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